quarta-feira, 7 de março de 2012

07 DE MARÇO - Aniversário da Aparição de Nossa Senhora no Monte Bérico em Vicenza


A Aparição da Virgem a Vincenza Pasini, luneta pintada a óleo na parede da Basílica por Rocco Pittaco, em 1883
http://pt.gloria.tv/?media=185084




Aparição de Nossa Senhora em Vicenza
Itália - 1426.
Onde: Na Itália.
Quando: Em 1426.
A quem: a uma senhora.
Os fatos: Essa aparição de nossa Mãe também é conhecida como de Monte Bérico.
Na realidade essa manifestação da Santíssima Virgem aconteceu em dois momentos diferentes.
O primeiro ocorreu em 1426, na cidade de Vicenza, que se encontrava a alarmada por uma temível epidemia que ceifava a vida de muitas pessoas. Nesse ambiente de pânico e insegurança, uma senhora, devota da Virgem Santíssima, rezava, no alto do Monte Bérico, em frente a uma Cruz, clamando sua misericórdia e amorosa proteção.
De forma inesperada eis que surge adiante dela a Rainha do Céu e da terra relevando a sua filha que a devastadora epidemia iria em pouco tempo, desaparecer. Porém, a Mãe de Deus solicitou que naquele lugar fosse erguida uma Igreja para que todos pudessem lembrar do socorro recebido naquela hora aflitiva.
Como normalmente acontece, e isso é lamentável, facilmente ajoelhados e rezamos para pedir, porém, depois de atendidos, raramente lembramos de agradecer.
E não foi diferente o que ocorreu com o povo de Vicenza, pois após passaram-se dois anos ainda não tinham cumprido o pedido de nossa Mãe.
Então, em 1428, novamente Nossa Senhora apareceu a sua filha, para reforçar o pedido anterior da construção da Igreja.
Finalmente, a população que tinha recebido tão grande graça, resolve cumprir a solicitação da Santíssima Virgem, e constrói a Igreja.
A partir desse momento começam as romarias, peregrinações e os milagres, inclusive com muitas curas de enfermos.
Atualmente, continuam a deslocar-se para lá em grande número de devotos em busca da Mãe do Perpétuo Socorro.
A imagem de Nossa Senhora do santuário do Monte Berico: a tradição a atribui à mão de Nicolau de Veneza. Foi esculpida entre 1428 e 1430 e depositada sobre o altar-mor desde as origens do santuário. Foi coroada em 25 de agosto de 1900 pelo patriarca de Veneza Giuseppe Sarto, futuro papa São Pio X. Depois de uma série de tentativas de furto, a cabeça da imagem passou a ostentar uma cópia da coroa original; acima, o altar-mor e o nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora

Maria extingue a peste no Monte Berico (I)
Um precioso manuscrito, conservado na biblioteca Bertoliana de Vicence, em Veneza, sob a cota Código 1430, descreve detalhada e fartamente os fatos que aconteceram nesta cidade do norte da Itália, "sacudida e dizimada" pela grave epidemia de peste entre 1426 e 1430. No dia 7 de março de 1426, uma senhora de 70 anos, Madame Vincenza Parisi, viu no alto da colina do chamado Monte Berico, uma mulher cuja aparência era a de magnífica rainha, vestida com roupas mais resplandecentes que o sol, envolvida por mil perfumes. Diante de tanta beleza, suas forças a abandonaram e ela caiu por terra. Então, a bela senhora a levantou e disse-lhe: "Eu sou a Virgem Maria, a Mãe de Jesus Cristo, morto na Cruz para a salvação dos homens. Peço-te que, em meu nome, vás dizer aos habitantes de Vicence, que, se eles querem recuperar a saúde, devem construir uma igreja em minha honra, neste local, pois sem que isto se realize, a peste não cessará." Vincenza perguntou: "Mas o povo não acreditará em mim. E, ó Mãe gloriosa, onde encontrar dinheiro para fazer estas coisas?". "Tu insistirás para que o povo atenda este meu desejo", respondeu a Virgem, "senão, a peste não cessará jamais, e enquanto as pessoas não obedecerem, meu Filho estará triste com elas". E continuou: "Como prova do que estou a dizer, que eles cavem um buraco nesta rocha viva e árida e, dela jorrará água; assim que a construção da igreja tiver início, dinheiro não faltará." Com um ramo de oliveira a Virgem Santa marcou a terra, assinalando o lugar onde a igreja deveria ser construída, exatamente no local onde se encontra hoje o altar-mor do santuário. "Todos os que visitarem esta igreja com devoção", acrescentou, "por ocasião das festas a mim dedicadas, e no primeiro domingo de cada mês, receberão abundantes graças, a misericórdia de Deus e a bênção de minhas mãos maternais."
Vincenza desceu até a cidade, referindo o ocorrido a todos, mas ninguém acreditou nela e o bispo, Dom Pietro Emiliani, mandou que ela se retirasse, achando que ela havia perdido o juízo.
O MONTE BERICO SITUA-SE AO SUL DA CIDADE DE VICENZA E TEM UMA ALTURA DE QUASE 1000 METROS.
PERTENCE A UM REMOTO SISTEMA DE MONTANHAS DE ORIGEM VULCÂNICA QUE SE ESTENDE POR MAIS DE 30 QUILÔMETROS.
O NOME DERIVA-SE DE UMA PALAVRA DIALETAL "BERG" QUE SIGNIFICA MONTE, GRADUALMENTE TRASFORMADA PARA "BERICE".
SEGUNDO UMA ANTIGA TRADIÇÃO, NA MANHÃ DE 7 DE MARÇO DE 1426, UMA ANCIÃ, CHAMADA VICENZA PASINI, ENQUANTO PROCURAVA O MARIDO, TEVE UMA VISÃO DE UMA FIGURA FULGURANTE QUE LHE DISSE:
“EU SOU A VIRGEM MARIA, MÃE E JESUS CRISTO, CRUCIFICADO PELA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE. PEÇO-TE QUE VÁ DIZER AO POVO VICENZIANO PARA CONSTRUIR NESTE LOCAL UMA IGREJA EM MINHA HONRA".
A COMUNA DE VICENZA ENTRE 1430 E 31 PROMOVE UMA INVESTIGAÇÃO OFICIAL SOBRE O APARECIMENTO DA VIRGEM MARIA; NOS ANOS QUE PRECEDERAM A APARIÇÃO UMA GRAVE PESTE TOMOU CONTA DA REGIÃO E APÓS OS FATOS NARRADOS POR VICENZA TEVE MIRACULOSO EFEITO DE RECUO E EXTINÇÃO DA DOENÇA. DESDE A PRIMEIRA PEDRA DO SANTUÁRIO, FATOS PRODIGIOSOS SE DERAM NO LUGAR, DESCOBERTA DE FONTES DE ÁGUA, CURAS MILAGROSAS, ETC.
TUDO ISSO ANTES DA SEGUNDA APARIÇÃO EM 1 DE AGOSTO DE 1428, EMBORA MUITOS NÃO ACREDITASSEM EM VICENZA QUE CHEGOU A SER PRESA COMO LOUCA.
DEPOIS DA SEGUNDA VISÃO, A VENERAÇÃO CRESCEU E VICENZA MORREU SENDO ENTERRADA NA IGREJA E DEPOIS TRANSFERIDA PARA O SANTUÁRIO CONSTRUÍDO EM 1810. ESTANDO HOJE SEPULTA NO CLAUSTRO DO CONVENTO.
***

“Um farol de salvação e de refúgio nas tempestades da vida”


O santuário de Nossa Senhora do Monte Berico é um dos lugares de devoção mariana mais importantes da Europa: Nossa Senhora apareceu ali duas vezes, em 1426 e 1428, a uma senhora idosa de Vicenza durante a terrível peste da primeira metade do século XV


de Pina Baglioni
Os pórticos que ligam a cidade de Vicenza ao santuário: a obra, finalizada em 7 de março de 1746 pelo arquiteto Francesco Muttoni, se desdobra por 700 metros e 150 arcadas, como o número de contas do Rosário. Estas foram repartidas em grupos de 10, simbolizando os 15 mistérios. Ao fundo, a fachada oriental do santuário
Os pórticos que ligam a cidade de Vicenza ao santuário: a obra, finalizada em 7 de março de 1746 pelo arquiteto Francesco Muttoni, se desdobra por 700 metros e 150 arcadas, como o número de contas do Rosário. Estas foram repartidas em grupos de 10, simbolizando os 15 mistérios. Ao fundo, a fachada oriental do santuário
“Os habitantes de Vicenza, mas não apenas eles, levaram Nossa Senhora a sério: todo primeiro domingo do mês, sobem até aqui pelo menos trinta mil pessoas para pedir uma graça ou agradecer uma graça obtida, ou simplesmente para fazer uma visita à Virgem Maria. No final de cada missa – nove, todos os dias –, gasta-se mais de uma hora para que as pessoas consigam sair da igreja. Por pouco não precisamos empurrá-las para que vão embora”, brinca, satisfeito, o padre Alessandro Bertacco. Professor de línguas nos colégios de Vicenza durante trinta e oito anos, ao se aposentar tornou-se reitor do santuário de Nossa Se­nhora do Monte Berico. Decididamente, é um homem de sorte: existe um “problema” de abundância no Monte Berico. O que é uma grande alegria para ele e para sua Ordem, os Servos de Maria, que guardam o santuário ininterruptamente desde 1435. “Às vezes não sabemos a que santo recorrer para conseguir confessar toda esta gente. A média, no primeiro domingo do mês, é de vinte e duas mil confissões. Eu e meus companheiros da Ordem, vinte e cinco ao todo, mas apenas doze na ativa – pois os outros já estão idosos demais –, passamos até dez horas no confessionário. E o mais bonito de tudo é que a maior parte dos que vem pedir o sacramento são jovens, muitos jovens”. Tanto assim, que já em dezembro de 1972 foi preciso construir um edifício destinado apenas ao sacramento da penitência, bem ao lado da Basílica: duas grandes capelas, uma sobre a outra, com trinta confessionários, que vieram somar-se aos que já existiam dentro da Basílica. 
E ainda é pouco, se pensarmos no que ocorre todo dia 8 de setembro, festa da Natividade de Maria. O número de peregrinos quase dobra, estando presentes também autoridades civis e religiosas. A cidade de Vicenza, já na véspera da festa, fica inundada por milhares de pessoas. Muitas delas, vindo de cidades próximas, das regiões do Vêneto e da Lombardia, põem-se a caminho alguns dias antes, dividindo a pe­regrinação em etapas, para chegar a tempo da vigília e da “missa da aurora”, celebrada às 5h30, na manhã do dia 8. Muitos outros vêm da Bélgica, da França, da Inglaterra e da Alemanha. Às vezes até do Brasil e das Filipinas. “São imigrantes vênetos ligados para sempre a sua Mãe Celeste”, conta o padre Alessandro. “Um laço que é sustentado também graças a nossa revista mensal, La Madonna di Monte Berico, que já tem cem anos: milhares de assinantes, de todas as partes do mundo, nos escrevem para comunicar seus problemas e seu amor pela terra natal e por Nossa Senhora. E eu, que dirijo a revista, publico todos os meses alguma carta deles. Até já fui encontrá-los, sobretudo na Europa, para que entendam que o santuário e os Servos de Maria estão sempre a seu lado”. 
O primeiro domingo do mês e o dia 8 de setembro, festa da Natividade de Maria: em torno dessas duas datas, extremamente caras ao coração dos habitantes de Vicenza, se explica toda a história do santuário de Nossa Senhora do Monte Berico, o mais importante da região do Vêneto e um dos maiores locais de devoção mariana da Europa. 

Monte Berico, um gomo do paraíso 
“O lugar é muito ameno, elevado, iluminado pelos primeiros raios do sol nascente; à frente, um imenso panorama de campos férteis ponti­lhados de nobres palácios e vilarejos agradáveis. Na direção da mão esquerda, a vista chega até os vales distantes do Ástico, do Brenta, do Bassano, até Ásolo, com o majestoso complexo dos Alpes a suas cos­tas; na direção da mão direita, se estende até as colinas Eugânias, até Pádua e Veneza, que impera como uma rainha solitária nas lagunas. Parece que a Virgem escolheu este lugar para que o povo de Veneza pudesse vê-lo, e se dirigisse a Ela como a um farol de salvação e de refúgio nas tempestades da vida.” 
Hoje, subindo o monte que se eleva por cem metros, a sudoeste da cidade de Vicenza, experimentamos o mesmo cenário maravilhoso que o poeta e sacerdote Giacomo Zanella descreveu em seu Alla Madonna di Monte Berico, em 2 de agosto de 1875. Um cenário solene, que se distingue pelos setecentos metros de pórticos que, partindo da cidade, correm ininterruptamente até a fachada oriental do santuário. Construídos na segunda metade do século XVIII a partir do projeto do arquiteto Francesco Muttoni, para facilitar a subida dos pe­regrinos “ao monte”, articulam-se em 150 arcos, como o número de contas do rosário. E, a cada dez arcos, num patamar, pode-se contemplar na parede os afrescos de cada um dos 15 mistérios do rosário. Existe também um outro caminho, mais antigo, que leva até Nossa Senhora: é a subida das Escadinhas, com seus 192 degraus, introduzidos por um majestoso arco do triunfo com influências arquitetônicas evidentes do artista que assinou e revolucionou as feições de Vicenza: Andrea Palladio. 
A imagem de Nossa Senhora do santuário do Monte Berico: a tradição a atribui à mão de Nicolau de Veneza. Foi esculpida entre 1428 e 1430 e depositada sobre o altar-mor desde as origens do santuário. Foi coroada em 25 de agosto de 1900 pelo patriarca de Veneza Giuseppe Sarto, futuro papa São Pio X. Depois de uma série de tentativas de furto, a cabeça da imagem passou a ostentar uma cópia da coroa original; acima, o altar-mor e o nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora
A imagem de Nossa Senhora do santuário do Monte Berico: a tradição a atribui à mão de Nicolau de Veneza. Foi esculpida entre 1428 e 1430 e depositada sobre o altar-mor desde as origens do santuário. Foi coroada em 25 de agosto de 1900 pelo patriarca de Veneza Giuseppe Sarto, futuro papa São Pio X. Depois de uma série de tentativas de furto, a cabeça da imagem passou a ostentar uma cópia da coroa original; acima, o altar-mor e o nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora
Enfim, o Monte Berico é um gomo do paraíso. No centro do qual se recorta a silhueta inconfundível do santuário, onde barroco e gótico convivem: três fachadas barrocas, idênticas, em três de seus lados, e, no quarto, a oeste, a fachada gótica encostada à barroca. A fachada gótica lembra o santuário edificado depois das duas aparições de Nossa Senhora a uma se­nhora de Vicenza, em 7 de março de 1426 e 1º de agosto de 1428. Aqueles eram anos terríveis, anos de peste. Mas também muito bonitos, graças ao gesto de misericórdia dirigido pela Virgem Maria a Vicenza, uma cidade então reduzida ao extremo.

1404: a peste chega a Vicenza 
Um documento extremamente precioso, identificado como Códice 1430 e conservado na Biblioteca Bertoliana de Vicenza, conta com todos os detalhes os fatos que ocorreram na cidade de 1426 a 1430. É a principal fonte histórica, redigida por notários públicos em novembro de 1430, documentando o Processus formalmente instruído pela Communitas Vincentiae e pelo juiz do município, Giovanni de Porto. O motivo da instrução, solicitada pelas principais autoridades civis da cidade, é esclarecido pelo próprio documento já nas primeiras linhas: apresentar “a maravilhosa e estupenda construção da igreja da gloriosa Mãe de Deus, a Virgem Maria, no topo da montanha, dita ‘sacra’, e os milagres e outros fatos prodigiosos que lá em cima aconteceram”. Milagres e fatos prodigiosos que aconteceram depois de um período muito longo de sofrimentos, também amplamente documentado pelo Códice: “Do ano do Senhor de 1404 até o ano de 1428, esta infeliz cidade, com todo o seu território, foi sacudida e atormentada quase continuamente por pestes e doenças gravíssimas. Assim, esta província foi despojada de seu povo e de sua gente. Os habitantes morriam de doença ou, para fugir do mal, abandonavam suas casas durante anos, com pesados gastos e dificuldades”. 
Apesar de tudo, aquele 1404 se anunciava um ano propício: depois de uma série de tiranos – os se­nhores de Pádua, Cangrande della Scala e Gian Galeazzo Visconti – terem lutado dentro da cidade para conquistá-la, os cidadãos decidiram recorrer à proteção da República de Veneza. Em 28 de abril de 1404, por intermédio dos nobres cidadãos Gian Pietro Proti e Giacomo Thiene, os habitantes de Vicenza se entregaram espontaneamente à República de Veneza, recebendo, em troca, um amplo número de privilégios, tanto de natureza econômica quanto sob a forma de autonomia legislativa. Mas foi nesse mesmo período que a peste se espalhou pela cidade, deixando morte e devastação por onde passava. 
Outros documentos de arquivo revelam, por exemplo, que só restaram três monges no mosteiro beneditino dos Santos Félix e Fortunato; só nove monjas em Santo Tomás; dois camaldolenses; cinco carmelitas de São Tiago, em outubro de 1428, in pleno et generali capitulo. E o mesmo aconteceu aos outros mosteiros, o de São Lourenço, o de São Miguel e o de São Pedro. Enquanto isso, os habitantes de Vicenza imploravam e faziam penitência. Em vão. Parecia que o Céu havia se tornado surdo a qualquer invocação e que o Senhor os havia esquecido. 

“Eu sou a Virgem Maria, a Mãe de Cristo...” 
Naqueles anos terríveis, vivia em Vicenza uma senhora de quase setenta anos, Vincenza Pasini, que todas as manhãs subia ao Monte Berico para levar de comer a seu marido, mestre Francesco de Giovanni de Montemezzo, que, lá no alto, cultivava a vinha de seu pequeno campo, ainda que sua principal ocupação fosse a de marangone, lenhador. O idoso casal era originário de Sovizzo, um pequeno município a poucos quilômetros de Vicenza; tendo-se transferido alguns anos antes para a cidade, os dois moravam no bairro Berga, na encosta do Monte Berico, em frente da igreja de Todos os Santos. O Códice relata que dona Vincenza levava uma vida simples e honesta, devotada ao Senhor e a Sua Mãe Santíssima, pela qual alimentava uma devoção excepcional: seus dias eram ritmados por muita oração e boas obras; sua freqüência à igreja e às celebrações litúrgicas, e em especial sua caridade para com todos, faziam dela uma verdadeira cristã. 
Em 7 de março de 1426, hora quasi tertia – às 9 da manhã –, a senhora, como sempre, chegou ao topo da colina. Assim que chegou lá em cima, viu uma mulher na sua frente, como conta o Códice, “in forma speciosissime regine perfulgide”, nas feições de uma belíssima rainha, com vestes mais resplendentes que o sol, envolta numa fragrância de mil perfumes. Diante de tanta beleza, a pobre senhora perdeu as forças, caiu de bruços no chão, enquanto a comida para seu marido, guardada na sacola, continuava intacta. Então a belíssima mulher, segurando-a pelo braço direito, levantou-a do chão e lhe disse: “Eu sou a Virgem Maria, a Mãe de Cristo morto na cruz para a salvação dos homens. Peço-te que vás dizer em meu nome ao povo de Vicenza que construa neste lugar uma igreja em minha homenagem, se quiser recobrar sua saúde; do contrário, a peste não cessará”. Vincenza, então, chorando de alegria e ajoelhada diante de Nossa Senhora, respondeu: “Mas o povo não acreditará em mim. E onde, ó Mãe gloriosa, poderemos encontrar dinheiro para fazer estas coisas?”. “Insistirás para que esse povo execute a minha vontade, do contrário nunca será libertado da peste; e, enquanto não obedecer, verá meu filho irado contra ele”, res­pondeu Nossa Senhora. E continuou: “Para provar o que digo, que eles escavem aqui, e da rocha maciça e árida jorrará água; e, assim que se iniciar a construção, não faltará dinheiro”. Assim falando, marcou no chão com um raminho de oliveira em forma de cruz o lugar e até mesmo a forma da igreja que deveria ser construída. Enfiou depois o raminho na terra, exatamente no local em que hoje está o altar-mor do santuário. Mas ainda não havia terminado: “Todos aqueles que visitarem esta igreja com devoção em minhas festas e em todo primeiro domingo do mês terão como dom a abundância das graças e da misericórdia de Deus e a bênção de mi­nha própria mão materna”. 
À alegria indizível do encontro com a Virgem se alternava no coração de Vincenza Pasini o pavor de ter de enfrentar sua cidade. Assim que desceu a Vicenza e contou tudo aquilo a todos que encontrava, a mulher logo se deu conta de que ninguém acreditava nela. Mesmo porque, com todas aquelas pessoas mortas pela peste, o povo tinham outras coisas em que pensar. Foi também falar com o bispo, Pietro Emiliani. E foi pior do que andar no escuro. O alto prelado a deixou falar algum tempo, depois a despediu num instante, considerando-a uma pessoa sem juízo. Enquanto isso, a terrível epidemia continuava a piorar cada vez mais. E Vincenza retomou sua vida de sempre, trabalhando, rezando e fazendo obras de caridade. E, nos dias de festa, subindo ao monte para rezar bem onde havia encontrado Nossa Senhora. 
O documento que reúne todos os passos da investigação conta ainda que, dali a dois anos, houve outra aparição da Virgem a Vincenza Pasini: era 1º de agosto de 1428. Movida mais uma vez por piedade para com uma cidade que já havia chegado ao seu limite, Nossa Senhora repetiu as mesmas palavras, fazendo a mesma solicitação e a mesma promessa à senhora idosa. Depois de descer à cidade, e de berrar a vontade da Mãe celeste na cara de todo o mundo, pessoas comuns e autoridades da cidade, desta vez Vincenza foi ouvida. A notícia de que Nossa Senhora havia aparecido no monte uma segunda vez se espalhou pela cidade num instante e muita gente começou a ultrapassar as muralhas de Vicenza para subir à colina. Nessa altura, o prefeito, o Conselho dos Cem e o Conselho dos Quinhentos, reunidos na grande Sala da Razão, decidiram construir, o mais rápido possível, a igreja no Monte Berico. Informa ainda oCódice: “Tomada a decisão, e confiando apenas na esperança em Deus e na recomendação da Virgem gloriosa, a construção da igreja foi iniciada em 25 de agosto do mesmo ano de 1428”. Apenas vinte e quatro dias depois da segunda aparição. 
Nossa Senhora falara a Vincenza de uma fonte de água que brotaria da rocha maciça no lugar em que se deveria erguer o santuário. E assim aconteceu: durante os traba­lhos de escavação e desaterro, “jorrou como fonte uma maravilhosa e incrível quantidade de água [...], a ponto de transbordar naquele lugar como que um rio abundante, que, fazendo muito barulho, descia pelo monte”, informa mais uma vez o nosso Códice. Além disso, segundo a outra promessa da Virgem, o dinheiro também apareceu em grande quantidade: no Arquivo de Estado de Veneza, padre Giocondo Maria Todescato encontrou e publicou uma série de testamentos, com diferentes datas e os nomes de cada testador, mostrando como foi grande a generosidade dos habitantes de Vicenza para a construção do santuário. Para esclarecer o que aconteceu em seguida, outro precioso documento, de 15 de ju­lho de 1434, vem em nosso socorro: é a transcrição de uma lápide de mármore já destruída, cujo texto foi conservado na Biblioteca Bertoliana: “Iniciada a construção em 25 de agosto, a grande peste desapareceu parcialmente, e, completada a igreja depois de três meses, toda a província foi libertada completamente de uma série de calamidades, de forma que, a partir desse dia, com a ajuda de Deus, ninguém mais sofreu dessa doença”. O documento é também de grande importância porque revela que esses fatos milagrosos se verificaram sob o pontificado de Eugênio IV, enquanto Francesco Foscari era doge de Veneza. 

A igreja do santuário
A igreja do santuário
A Mater misericordiae e Nossa Senhora do Magnificat 
Por quem e como foi edificada a igreja do Monte Berico, os documentos não indicam. Tudo o que se sabe, levando em conta o pouco que restou intacto até hoje dentro da Basílica barroca, é que foi uma simples igreja de esquema basilical edificada entre agosto e final de novembro de 1428. Por sorte, a imagem de Nossa Senhora, que hoje se encontra sobre o altar-mor, encostada à parede meridional da Basílica, única remanescente do antigo templo gótico, é a mesma que foi exposta na igreja em 1428. O Códice a descreve como “imperiosa imagem de mármore [...] pintada com arte de várias e preciosas cores”. A belíssima estátua em pedra macia das colinas Berici, que a tradição atribui a Nicolau de Veneza, tem um metro e setenta de altura e segue o esquema clássico daMater misericordiae. Está de pé, em posição frontal, e seu rosto, aberto ao sorriso, é emoldurado por cabelos encaracolados que o véu adornado de ouro ressalta. Seu hábito possui arabescos dourados e, dos ombros, desce um belo manto azul forrado de vermelho, com as bordas de ouro. Com as mãos, Nossa Senhora abre seu manto para acolher, ajoelhados a seus pés, quatro à direita e quatro à esquerda, os representantes do povo de Vicenza, de todas as classes sociais – dá para perceber isso pelo feitio das roupas –, que invocam a sua proteção: “Mostra-te, ó Mãe”, se lê na inscrição no pedestal da estátua. Na cabeça da Virgem existe uma coroa: em 25 de agosto de 1900, o patriarca de Veneza, cardeal Giuseppe Sarto, futuro papa Pio X, subiu à montanha para a coroação de Nossa Senhora. Depois de uma série de tentativas de furtos sacrílegos, hoje infelizmente só vemos uma cópia no lugar da coroa original – uma jóia de beleza indizível, elaborada com uma mistura de adereços de feitio popular e outros de maior valor doados a Nossa Senhora ao longo dos séculos. A coroa original se conserva num lugar secreto. 
Mas há uma outra imagem da Virgem Maria, oriunda daqueles anos, encontrada em 1932: é o afresco deNossa Senhora do Mag­nificat, de Battista de Vicenza. Atualmente se encontra na parede direita do moderno edifício dedicado às confissões, e reapareceu durante as obras para forrar de mármore o espaço que cerca a imagem de Maria mais antiga: nesse afresco, a Virgem, com vestes lilases recobertas pelo manto azul, está sentada sobre uma preciosa cadeira de mármore e é representada como se já estivesse próxima do momento de dar à luz; certamente, é uma pintura votiva, encomendada para propiciar um nascimento. 

Os Servos de Maria tomam posse do santuário de Nossa Senhora do Monte Berico 
Vicenza, já salva da peste e com seu santuário no topo da montanha, tornou-se meta constante de gente proveniente de todas as outras cidades vênetas. O Códice 1430 assinala que uma infinidade de milagres caíram como chuva sobre os peregrinos, os quais, sobretudo no primeiro domingo do mês, segundo a promessa de Nossa Senhora, enchiam a igrejinha. No intervalo de tempo que vai da segunda aparição da Virgem Maria até o início do Processus instruído pelas autoridades da cidade sobre os acontecimentos do Monte Berico, morreu Vincenza Pasini. Transformada em objeto de veneração popular, a pia senhora foi sepultada na igreja de Todos os Santos, na encosta do monte; seus ossos foram transferidos para o santuário em 1810, depois da demolição da igreja de Todos os Santos. Hoje se encontram numa urna de mármore branco na cripta da Basílica. 
E no meio de todos esses acontecimentos que arrastaram beneficamente o povo ao monte, foi necessário também construir um convento e, conseqüentemente, chamar uma ordem religiosa que pudesse assistir espiritualmente a toda aquela gente: os primeiros a chegar, no final de 1429, foram os frades da Ordem de Santa Brígida. Depois cederam seu lugar, por vontade do município de Vicenza, do novo bispo, Francesco Malipiero, e do papa Eugênio IV, aos Servos de Maria, que tomaram posse do santuário e do convento em 31 de maio de 1435. Esses frades logo se tornaram extremamente estimados pelo povo, mesmo porque à frente deles pôs-se um santo homem: frei Antônio de Bitetto. Depois de 570 anos, os Servos ainda estão no Monte Berico. Aliás, é justamente pela importância e pela fama de santidade que logo envolveram a frei Antônio, e, conseqüentemente, ao santuário, que ao longo dos séculos foram celebrados numerosos capítulos-gerais da Ordem no Monte Berico. 

O santuário se enriquece de obras de arte 
No final do século XV, os Servos de Maria já não sabiam como gerenciar a enxurrada de pe­regrinos que se derramava sobre o monte para implorar a Nossa Senhora. Fosse verão ou fosse inverno, o povo era obrigado a assistir à missa a céu aberto. Os frades, porém, não queriam saber de fazer reformas na igrejinha, para não comprometer sua estrutura, sugerida diretamente por Nossa Senhora. Só entre 1450 e 1454, quando já se percebiam problemas de ordem pública no santuário, em razão da grande afluência, é que se realizaram ampliações. Nisso, o salão principal original da igreja foi prolongado para oeste. Em seguida, o espaço interno foi articulado em três naves. Com o passar dos anos, construiu-se ainda um coro para os frades, definiu-se a fachada da igreja e se edificou uma hospedaria para os peregrinos, bem no lugar em que hoje aparece o novo convento edificado em 1954. Artistas importantes foram chamados para adornar o santuário e todos os outros ambientes. Se dermos uma olhada na atual sacristia, por exemplo, poderemos admirar a extraordinária Pietà de Bartolomeo Montagna, afresco pintado pelo artista em 1500, ao lado de outra Pietà que se pôs sobre o altar à direita do altar-mor, dentro da Basílica. Mas a obra pictórica mais preciosa de todo o santuário se destaca na parte oriental do antigo refeitório, hoje usado como pinacoteca: trata-se do Banquete de São Gregório Magno, de Paolo Veronese. O grande artista a pintou propositalmente para esse espaço em 1572, por encomenda de seu tio por parte de mãe, frei Damiano Grana, prior do santuário entre 1571 e 1573, retratado pelo sobrinho quase no centro da cena. A obra-prima de Veronese acabaria por sofrer uma série impressionante de ataques. O último deles foi dos austríacos, que, durante a Primeira Guerra de Independência, saquearam o convento e dilaceraram a tela a golpes de baioneta, reduzindo-a a trinta e dois pedaços. Além de Veronese, na segunda metade do século XVI foi chamado ao santuário de Nossa Senhora do Monte Berico Andrea Palladio, o maior arquiteto do Renascimento, para elaborar projetos de ampliação da igreja. 
Infelizmente não há mais vestígios do famoso “acréscimo palladiano”, que, partindo da antiga parede meridional, prolongou a Basílica para o norte, concluindo-a com a fachada relativa. A demolição aconteceu quando, no final do século XVII, os Servos de Maria, recorrendo à generosidade dos cidadãos para “que se terminasse e aperfeiçoasse” a fachada principal palladiana, ao norte, à qual era preciso acrescentar um “pequeno pórtico para comodidade dos passantes”, obtiveram dos maiorais da cidade uma resposta superior a suas expectativas. Com a cláusula, porém, de que se tirasse do caminho o “prolongamento” de Andrea Palladio e se reconstruísse a igreja desde o princípio, mantendo, obviamente, apenas a parede meridional, ou seja, a parede antiga na qual estava posicionada a imagem de Nossa Senhora. Para dirigir os trabalhos, chamou-se Carlo Borella, titular da maior empresa de edificações de Vicenza, que realizou o complexo edifício barroco que vemos hoje. E quem povoou tanto o exterior quanto o interior da igreja de um número impressionante de estátuas foi, na virada entre os séculos XVII e XVIII, o escultor Orazio Marinali. Por meio de três baixos-relevos externos, postos sobre as três portas de acesso ao templo, ele sintetizou em três “atos” o episódio milagroso do qual se origina o santuário. Um santuário que, tendo começado simples e humilde, não parou de inchar ao longo dos anos: em 1707, frei Ferdinando Gabrieli, que fora alguns anos antes prior do convento, decidiu, usando de seus próprios recursos, reformar um ambiente que ficava em cima do refeitório e que hoje corresponde ao museu do santuário. É a Sala dos Consultores, que guarda, numa de suas divisões, os retratos dos sete teólogos servitas nomeados, em épocas diferentes, consultores da República Vêneta, além dos bustos que retratam alguns dos superiores-gerais da Ordem entre 1653 e 1716. A Sala conserva também os mais de 150 ex-votos recolhidos ao longo dos séculos de vida do santuário: feitos tanto de madeira quanto em tela, eles contam, num estilo simples e um pouco naïf, uma série impressionante de trágicas quedas de cavalo, de janelas, dentro do lago ou de um rio. Sem contar as agressões, os incidentes, as deficiências congênitas e as doenças de risco. Enfim, uma maré de acidentes, sempre resolvidos pela intercessão maternal da Virgem Maria. Talvez seja esse um dos lugares mais comoventes e mais belos de todo o santuário. 
Fachada oeste: à igreja barroca está apoiada a fachada da igreja tardo-gótica, em memória do antigo santuário do Monte Berico. Foi restaurada no biênio de 1860-1861 pelo arquiteto Giovanni Miglioranza: só o florão central escapou da reforma neogótica. A fachada barroca, por sua vez, apresenta um dos três baixos-relevos de Orazio Marinali postos sobre as portas de acesso da igreja: aqui é comemorada a deposição da primeira pedra do santuário primitivo
Fachada oeste: à igreja barroca está apoiada a fachada da igreja tardo-gótica, em memória do antigo santuário do Monte Berico. Foi restaurada no biênio de 1860-1861 pelo arquiteto Giovanni Miglioranza: só o florão central escapou da reforma neogótica. A fachada barroca, por sua vez, apresenta um dos três baixos-relevos de Orazio Marinali postos sobre as portas de acesso da igreja: aqui é comemorada a deposição da primeira pedra do santuário primitivo
Depois de quatro séculos de amorosa acolhida dos peregrinos, especialmente os mais pobres, e de grandiosas obras de decoração do santuário solicitadas por esses religiosos incansáveis, os Servos de Maria, obedecendo a um decreto de 11 de maio de 1810, tiveram de deixar do santuário. Napoleão suprimiu todas as Ordens e Congregações da Itália, obrigando-as a depor o hábito, e ordenou aos religiosos regulares, que não fossem de Vicenza, que voltassem a seus vilarejos e cidades de origem. A igreja do santuário de Nossa Senhora de Monte Berico se tornou uma capela subsidiária da paróquia da cidadezinha de São Silvestre. Na realidade, graças aos bispo de Vicenza, Zaguri, dois padres dos Servos prosseguiram em seu trabalho no Monte Berico. Todos os outros só voltariam depois de 25 de novembro de 1835, por iniciativa do bispo Giuseppe Cappellari e com o aval do imperador da Áustria. 
Mas, apesar das férias forçadas dos Servos de Maria, os dois padres que ficaram no convento continuaram a fazer mudanças no santuário: o novo campanário, a substituição do altar-mor do século XVI, a elevação da imagem de Nossa Senhora até um nicho de mármore, para favorecer a visibilidade. Até o altar foi trazido mais para a frente, de modo a permitir aos peregrinos que paras­sem no lugar em que Nossa Senhora havia aparecido a Vincenza Pasini: a cena está fixada num medalhão de prata, aos pés da estátua, sustentado por dois anjos de mármore. É costume que os pe­regrinos, no momento de pedir a graça a Maria, apóiem a cabeça no medalhão de prata, para estabelecer com Nossa Senhora uma relação direta, sensível. 

1917: Nossa Senhora do Monte Berico salva mais uma vez a cidade de Vicenza 
Há um outro dia crucial, além do primeiro domingo de cada mês, em que Nossa Senhora do Monte Berico se mostra particularmente bem disposta para com os peregrinos. É o dia 8 de setembro, festa de seu Nascimento. Existe um motivo particular, que nos remete à época da Primeira Guerra Mundial. Em 25 de fevereiro de 1917, a cidade de Vicenza, retaguarda imediata do conflito que se espalhava a poucas dezenas de quilômetros, pronunciava um voto solene a Nossa Senhora do Monte Berico, no qual dizia que, “se nossas terras se conservarem incólumes, nós vos prometemos santificar perpetuamente o dia de Vossa Natividade, tendo-o como sagrado e festivo”. Desde então, o dia 8 de setembro é festa municipal, pois, nessa ocasião também, Nossa Senhora respondeu à oração dos habitantes de Vicenza, não permitindo que o fogo da guerra chegasse a destruir a cidade. Ao longo daquele mesmo ano de 1917, o Boletim dos Servos de Maria dera amplo destaque à carta apostólica de Bento XV, que desejava o encerramento imediato do espantoso conflito; a atitude do santuário, por isso, foi tachada de pacifismo derrotista, e o governo ordenou que os sinos silenciassem. Isso explica por que o santuário, em 1919, pouco depois de a guerra ter terminado, recebeu de presente uma gigantesca bandeira italiana, confeccionada por 100 mil mulheres católicas, em memória de todos os mortos. E explica também a passagem por Monte Berico dos restos mortais do Soldado Desco­nhecido, quando eram conduzidos de Redipúglia para Roma, o Altar da Pátria. Vem daí também a construção e denominação da praça da Vitória. Inaugurada em 23 de setembro de 1924, ela abriu de par em par um dos mais extraordinários panoramas de toda a região do Vêneto. O cume do Monte Berico, na frente do santuário, foi cortado em 17 metros para que a vasta área fosse construída: um grandioso retângulo com dois lados movimentados em curva barroca. O corte do monte abriu à vista, assim, o mais vasto panorama do histórico cinto de montanhas formado pelos Pré-Alpes, pelo Pasúbio e pelo Grappa. 
Como se ainda fosse preciso, há mais uma data importante relacionada a esse lugar tão santo: 11 de janeiro de 1978. Nesse dia, o papa Paulo VI declarou Nossa Senhora do Monte Berico a padroeira principal da cidade de Vicenza, com estas palavras: “Na Itália, na diocese de Vicenza, o clero e o povo há mais de 500 anos veneram com um culto ininterrupto e com ardor a gloriosa Mãe do Divino Redentor, sob o título de Nossa Senhora do Monte Berico. [...] Nós decretamos que a Bem-aventurada Virgem Maria, homenageada com o nome de ‘Nossa Senhora do Monte Berico’, seja declarada e seja realmente de agora em diante a principal padroeira junto a Deus da cidade e da diocese de Vicenza. Depositamos grande esperança de que neste santuário, de agora em diante, floresçam cada vez mais a devoção à Mãe de Deus, a oração freqüente e um renovado conhecimento e imitação de seu Filho”.

segunda-feira, 5 de março de 2012

04 03 2012 Palestra do Vidente Marcos Tadeu Teixeira

CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA DAS 
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA

http://gloria.tv/?media=264243
MARCOS: “-Sim... Sim...” (Pausa)

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS 


"-Meus filhos, hoje, Eu a vossa MÃE CELESTIAL vos abençôo novamente e vos dou a Paz.


PAZ! PAZ! PAZ!

Com o TERÇO DAS LÁGRIMAS vocês conseguirão a Paz para os vossos corações e para o mundo inteiro.

Os tempos são maus, as almas estão degenerando rapidamente em graves e profundas feridas, pecados espirituais, morais e também a própria sociedade degenera rapidamente no pecado. Para deter tanto mal que há no mundo peço-vos Meus filhos: Rezai mais! Rezai Comigo, rezai profundamente por meio de Mim, para que o Senhor então derrame a Sua Misericórdia e ao mesmo tempo a Sua Justiça sobre os maus salvando os justos e os inocentes com a força do Seu poder.


Com a oração Nós podemos mitigar até os castigos da natureza, as guerras e podemos também mitigar as injustiças que os maus cometem contra os bons.
Com a oração podemos cercar Satanás, encurralá-lo de tal forma até que ele fique impotente.


Por isso, reze. Rezai cada vez mais Meus filhos. Rezai, rezai muito, pois somente com a oração Eu posso intervir nas vossas vidas e realizar graças onde o pecado parece dominar tudo.


NESTA SEMANA QUANDO VÓS COMEMORAREIS AS MINHAS APARIÇÕES À MINHA FILHINHA AMÁLIA AGUIRRE, QUANDO EU DEI A ELA A COROA DAS MINHAS LÁGRIMAS, O TERÇO DAS MINHAS LÁGRIMAS PELA PRIMEIRA VEZ.
VÓS DEVEIS MEDITAR PROFUNDAMENTE NO TESOURO DESTAS MINHAS LÁGRIMAS. ESTAS LÁGRIMAS QUE EU VERTI POR AMOR A VÓS MEUS FILHOS, DURANTE TODA A MINHA VIDA E ESPECIALMENTE NO CALVÁRIO, NA MORTE DO MEU JESUS SÃO A MAIOR PROVA DO MEU GRANDE E IMENSO AMOR POR TODOS OS MEUS FILHOS. ESTAS LÁGRIMAS SÃO TAMBÉM UM CHAMAMENTO A TODAS AS ALMAS DE BOA VONTADE DO MUNDO INTEIRO A QUE SE LEVANTEM PARA SECAR ESTAS LÁGRIMAS, PARA CONSOLAR O MEU CORAÇÃO DANDO-ME AS SUAS VIDAS CHEIAS DE AMOR, ORAÇÃO, FIDELIDADE E ESPECIALMENTE DOCILIDADE. 


E por fim estas Minhas Lágrimas são tesouros preciosos que vós Meus filhos queridos deveis levar a todas as Minhas almas, a todos os Meus filhos, dando a elas sem cessar a conhecer: Meu Terço das Lágrimas, as Mensagens que Eu dei à Minha filhinha AMÁLIA AGUIRRE e também aqui que vos revelam a grandeza do valor das Minhas Lágrimas benditas para que os Meus filhos nestas LÁGRIMAS encontrem toda a consolação, toda a força, toda a luz e todo o remédio para as suas almas.

Eu conto com cada um de vós, para esta santa tarefa Meus filhos. Continuai a rezar todas as orações que Eu vos deu Aqui com confiança e a todos neste momento abençôo com o fruto das MINHAS LAGRIMAS BENDITAS: de LOURDES, de LA SALETTE e de JACAREÍ.


A Paz Meus filhos, deixo-vos a Minha Paz. A Paz a ti Marcos, Meu filho prediletíssimo todas as suas palavras foram conformes ao Meu Coração. Exorta os Meus filhos, admoesta os Meus filhos, Corrige os Meus filhos, abre os olhos dos Meus filhos, forma os Meus filhos para Mim.
A Paz!”

(Grande Pausa)

"Os Escravos tocam os sinos, reverenciando a subida da MÃE CELESTIAL ao Céu.
Termina a Aparição, os peregrinos presentes aplaudem em terna gratidão."

11 DE MARÇO – GRANDE CENÁCULO – FESTA DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS – ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE CAMPINAS À VIDENTE AMÁLIA AGUIRRE.

ASSISTAM E DIVULGUEM OS FILMES QUE RELATAM AS BELÍSSIMAS APARIÇÕES DE JACAREÍ QUE COMEMORAMOS 21º ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES:

 VOZES DO CÉU 3

http://gloria.tv/?media=130461

VOZES DO CÉU 4

http://gloria.tv/?media=130635
  
IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE - VIDENTE DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS E JESUS MANIETADO

VIA SACRA DO VERDADEIRO AMOR
http://gloria.tv/?media=190536
TERÇO DAS LÁGRIMAS DE SANGUE
http://gloria.tv/?media=133309


A MEDALHA DAS LÁGRIMAS
http://gloria.tv/?media=230178

HISTÓRIA DAS APARIÇÕES DE CAMPINAS:


ATENÇÃO :

OBS.: CONTINUEMOS A REZAR MAIS INTENSAMENTE PELAS INTENÇÕES DO SANTUÁRIO. SEJAMOS GENEROSOS À ALTURA DE TANTAS GRAÇAS REBEBIDAS NESTE PARAÍSO CELESTE, FAÇAMOS JEJUNS, PENITÊNCIAS E SACRIFÍCIOS.
O SANTUÁRIO PRECISA REALIZAR OBRAS EMERGENCIAIS, PEÇAMOS AO CÉU QUE NOVOS COLABORADORES SEJAM SUSCITADOS.




SITE E BLOGS OFICIAIS DO SANTUÁRIO:










SITES DIVULGADORES:
www.asalvacaodomundo.com

www.aparicoes.com
CANAIS DE DIVULGAÇÃO:
Desde o dia 7 de fevereiro de 1991, há 21 anos, Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria Santíssima, São José , o Divino Espírito Santo, os Anjos e os Santos, vem aparecendo diariamente em Jacareí, São Paulo, Brasil, às 18:30hs (hora de Brasília). Ela se apresenta como Rainha e Mensageira da Paz e faz um último apelo à conversão, através de um jovem: Marcos Tadeu, que no início das Aparições tinha 13 anos apenas. São as mais intensas Aparições da história de nosso país, e Maria Santíssima diz que são as últimas Aparições para a Humanidade. A Mãe de Deus pediu que fosse feita todos os dias, às oito horas da noite, a Santa Hora da Paz a fim de que as famílias se convertam e o mundo tenha Paz. Ela prometeu a Sua proteção às famílias que a fizerem todos os dias. Nossa Senhora diz que as Aparições de Jacareí e a de Medjugorje (ex-Iugoslavia) são a continuação e a CONCLUSÃO de Fátima.

sábado, 3 de março de 2012


Nossa Senhora de Akita!
Primeira mensagem Nossa Senhora de Akita!
Nossa Senhora de Akita 1: a Fátima do Oriente e seus anúncios ‒ Primeira mensagem
A imagem milagrosa de Akita
O extraordinário interesse que naturalmente inspiram os terríveis acontecimentos do Japão e a misericordiosa intervenção preventiva de Nossa Senhora, levou-nos a coletar informações sobre os fatos de Akita.
Devido à extensão da matéria, a dividiremos em quatro posts sucessivos.
Inês (Agnes) Katsuko Sasagawa, 42, ingressou no Instituto das Servas do Santíssimo Sacramento em Yuzawadai, apenas fora de Akita, em 12 de maio de 1973. Inês vinha de se converter do budismo, mas estava totalmente surda, incurável.
Primeiros fenômenos sobrenaturais
O primeiro evento milagroso ocorreu em 12 de junho de 1973, apenas um mês após a entrada de Inês no convento: uma luz resplandeceu diante do Tabernáculo. Isso aconteceu várias vezes junto com algo parecido com fumaça que pairava em volta do altar.
Durante uma dessas iluminações a Irmã Inês viu “uma multidão de seres semelhantes a anjos que cercavam o altar em adoração diante do Santíssimo Sacramento”.
Dom João Ito, bispo ordinário da diocese de Niigata, na qual fica Akita, estava hospedado no convento para realizar uma semana de devoções. A irmã Inês confidenciou-lhe as circunstâncias dessas visões, bem como todos os eventos e aparições que se seguiram. Dom Ito e o diretor espiritual do convento, Pe. Teiji Yasuda, foram testemunhas de muitos dos fenômenos.
Sóror Inês também foi favorecida com visitas do seu anjo da guarda. Instada a descrever o Anjo, a religiosa disse que tinha “um rosto redondo, uma expressão de doçura e parecia uma pessoa coberta por uma brancura brilhante como a neve...”
O Anjo da Guarda confidenciou várias mensagens para a irmã e, muitas vezes orou com ela, além de orientá-la e aconselhá-la.
Na noite de 28 de junho de 1973, a Irmã Inês descobriu na palma da sua mão esquerda uma ferida em forma de cruz, que era extremamente dolorosa.
Em 5 de julho de 1973, uma pequena abertura apareceu no centro da ferida e o sangue começou a fluir. Depois, a dor diminuía durante a maior parte da semana, exceto nas noites de quinta e sexta-feira toda, quando a dor se tornava quase insuportável.

Primeira mensagem:

Em 6 de julho de 1973, o anjo da guarda apareceu, dizendo à Irmã: “as feridas de Maria são muito mais profundas e dolorosas do que a tua. Vamos rezar juntos na capela”.
Depois de entrar na capela, o Anjo desapareceu. Então, a Irmã Inês, voltou-se para a estátua de Maria situada no lado direito do altar.
A estátua, que é de aproximadamente três metros de altura foi esculpida na madeira dura de “árvore da Judéia” [N.: “Cercis siliquastrum”, árvore originária da Palestina onde é muito presente). Ela representa Nossa Senhora de pé diante de uma cruz, com os braços ao seu lado e as palmas das mãos voltadas para frente. Sob seus pés há um globo que representa o mundo.
A Irmã Inês aproximou-se da estátua:

‒ “De repente, disse, senti que a estátua de madeira tomou vida e estava prestes a falar comigo... Ela estava imersa numa luz brilhante... No mesmo instante uma voz de beleza indescritível soou em meus ouvidos totalmente surdos.”

Nossa Senhora disse-lhe: “tua surdez será curada...” Ela recitou com a Irmã Inês a oração da comunidade que tinha sido composta pelo bispo Ito.
Nas palavras “Jesus presente na Eucaristia” Maria instruiu-a:
‒ “De agora em diante, você irá adicionar “verdadeiramente”.
Juntamente com o anjo que apareceu novamente, as três vozes recitaram uma consagração ao Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Eucaristia.

A oração diz:

    “Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.
    “Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.
    “Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.”
    Antes de desaparecer, Nossa Senhora pediu à Irmã Inês “rezar muito pelo Papa, pelos bispos e os padres...”

Sangue na imagem:

Na manhã seguinte, quando as irmãs se reuniram para a recitação de Laudes, eles encontraram sangue na mão direita da estátua e duas linhas que a atravessavam e no meio uma abertura de onde o sangue fluía.
A ferida era igual à da mão da Irmã Inês, exceto que, posto que a mão da estátua era menor, a ferida era menor. Sangrou nas sextas-feiras de julho, durante o ano de 1973, como fez na ferida na mão da Irmã Inês.
Uma das irmãs escreveu: “A ferida estava realmente a cortar a carne. A borda da cruz tinha o aspecto de carne humana e uma religiosa até julgou ver as relevâncias da pele como numa impressão digital. Eu falei para mim mesma nesse momento que a ferida era real...”
Merece ser notado que as gotas de sangue corriam ao longo da mão da estátua, que tinha os braços abertos e apontando para baixo, mas nunca as gotas caíam das mãos.
A ferida na mão da Irmã Inês apareceu na quinta-feira 28 de junho de 1973. E, como predito pelo anjo da guarda, desapareceu na sexta-feira 27 de julho sem deixar rastro.

A Imagem miraculosa de Nossa Senhora do Bom Sucesso

Nossa Senhora do Bom Sucesso, imagem terminada de esculpir por anjos!
Madre Mariana de Jesus Torres, uma das fundadoras do Mosteiro Real da Imaculada Conceição de Quito, foi uma grande mística. Foi a ela que Nossa Senhora apareceu ordenando que mandasse esculpir uma imagem sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
Nascida na Espanha, na Província de Viscaya, no ano do Senhor de 1563, Mariana bem cedo sentiu a vocação religiosa. Aos 13 anos de idade, com permisão do Rei Filipe II, abandonou seu país, juntamente com sua tia, Madre Maria de Jesus Talvada, e partiu para Quito, cidade situada em terras de colonização espanhola na América do Sul, a fim de ali estabelecer o primeiro mosteiro nas Américas em honra da Imaculada Conceição.
Aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso
A esta alma — esculpida por longos anos de penitências, orações e sacrifícios — Nossa Senhora apareceu diversas vezes sob a invocação do Bom Sucesso.
O Mosteiro da Imaculada Conceição sempre estivera sob a assistência religiosa dos Frades Franciscanos. No entanto, algumas freiras relapsas quanto à Regra não aceitando a influência franciscana, urdiram uma conspiração e conseguiram de Roma que o Convento ficasse sob a tutela do Bispo local.
Vendo o abandono em que ficaram as religiosas fiéis e o risco de extinção do Mosteiro, Nossa Senhora apareceu à Madre Mariana de Jesus Torres:
“É vontade de meu Filho Santíssimo que tu mesma mandes executar uma estátua minha, tal como me vês e a coloques sobre a cátedra da Priora. Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Colocarás em minha mão esquerda o meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Convento”.
Mariana hesitou. Como dar cabo àquela tão difícil tarefa? Em primeiro lugar, como conseguir a autorização do Bispo? Depois, como conseguir os recursos, e qual escultor seria capaz de esculpir a imagem?

- Senhora, insistiu a religiosa – como realizar tudo isto se nem mesmo sei qual a sua estatura exata?
- Dê-me o cordão franciscano que trazes na cintura – disse-lhe a Virgem.
Neste momento os três Arcanjos, São Miguel, São Rafael e São Gabriel, que A assistiam, fizeram uma profunda reverência diante de Nossa Senhora e com enorme respeito ergueram a coroa. Ela, então, tomou o cordão e colocou uma das extremidades sobre sua cabeça e ordenou que Madre Mariana tocasse com a outra nos seus pés. Ora, como o cordão era muito curto, houve um milagre e ele esticou-se até alcançar a altura exata da Virgem.
“Aqui tens minha filha, a medida de tua Mãe do Céu, entrega-a a meu servo Francisco del Castillo, explicando-lhe minhas feições e minha postura: ele trabalhará exteriormente minha imagem porque tem consciência delicada e observa escrupulosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. Nenhum outro será digno desta graça. Tu, de tua parte, ajuda-o com tuas orações e com teu humilde sofrimento”.
Cheia de encanto a Madre tomou aquela preciosíssima relíquia e durante toda a vida a levou consigo.

Nossa Senhora prevê o futuro do Equador e a morte do Bispo
- “Minha Filha muito amada, porque és lenta e pesada de coração? Quantos crimes ocultos se cometem nesta população e nas vizinhas! Precisamente por esse motivo se fundou o Convento neste local, a fim de que Deus fosse desagravado no mesmo lugar em que Ele é ofendido e desconhecido; e por essa razão o demônio, inimigo de Deus e dos justos, tanto agora como nos séculos futuros porá em jogo toda a sua maliciosa astúcia para acabar com este Convento.

Em seguida, Nossa Senhora revelou a Madre Mariana de Jesus que aquela Colônia tornar-se-ia independente sob o nome de Equador. Profetizou também que, “no século XIX, virá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu Convento. Ele consagrará esta Pátria ao Divino Coração de Meu Filho Santíssimo, e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão terríveis para a Igreja”.

“Hoje mesmo, quando amanhecer, irás ter com o Bispo e lhe dirás que eu mandei esculpir minha Imagem para ser colocada à testa de minha Comunidade, a fim de tomar posse completa daquilo que, a tantos títulos, me pertence. E, como prova da veracidade do que lhe dirás, morrerá ele dentro de dois anos e dois meses, devendo desde já preparar-se para o dia da eternidade, porque a sua morte será violenta”.
“Ele deverá consagrar minha Imagem com os Santos óleos, e pôr-lhe-á o nome de Maria do Bom Sucesso da Purificação ou Candelária. Nessa ocasião solene, ele mesmo colocará na mão direita de minha Imagem, junto com o báculo, as chaves desta clausura, como prova de que entrega a Mim o governo das esposas de meu Filho Santíssimo, transferindo todos os seus cuidados para minha maternal e amorosa proteção.

“Então, nesse momento, Eu tomarei posse completa desta minha casa, e obrigar-Me-ei a guardá-la ilesa e livre de todo atropelo até o fim dos tempos, exigindo de minhas filhas contínuo espírito de caridade e sacrifício”.
Como se realizou o desejo de Nossa Senhora

Depois de muito hesitar, Madre Mariana acabou falando com Dom Salvador Ribera. O Bispo imediatamente concordou:


-”Madre, por que Vossa Reverência não me chamou antes? É Deus quem assim dispõe e não devemos ficar surdos à sua voz e aos seus apelos. Ele é livre para pedir às suas criaturas o que lhe aprouver”.

Desta maneira foram feitas as chaves de prata. O Cabido encarregou-se da coroa de ouro e o báculo a cargo da Marquesa Maria de Iolanda, parente do Rei de Espanha.
Quando a marquesa soube que lhe era pedido oferecer o báculo de Nossa Senhora, respondeu agradecida:
“Madre, teria ficado muito ressentida se Vossa Reverência não me tivesse avisado primeiro. Agradeço a sua atenção e carinho e digo que não consentirei em absoluto que ninguém mais contribua para o báculo da Imagem de minha celeste Mãe e Senhora. Fornecerei todo o material e a mão de obra. Tenho o suficiente para isto e ainda que não o tivesse, venderia meus haveres para consegui-lo. Peço me indique como quer que se faça e nada mais. Eu me encarregarei de todo o resto”.
Francisco del Castillo, por sua vez, disse que se sentia indigno de ser o escultor de tão insigne imagem, mas que o faria da melhor maneira possível. Perguntado em quanto sairia o trabalho, respondeu que não cobraria nada e que se dava por muito bem pago por ter sido escolhido para tão sublime missão.

Confessou-se, comungou e no dia 15 de setembro de 1.610 iniciou a tão esperada obra. Trabalhou longos dias a fio, sempre sob a orientação de Madre Mariana de Jesus Torres. Quando faltavam apenas alguns retoques finais, viu-se que a imagem, ainda que satisfatória, nem de longe representava o que a Madre havia presenciado. Francisco então saiu em viagem à procura de tintas para concluir o trabalho.
Como a Madre Mariana descreve o milagre

“Na oração da Comunidade da tarde do dia 15, Deus preveniu-me que, na madrugada do dia 16, eu presenciaria suas misericórdias em favor de nosso Convento e do povo em geral. Pediu que me preparasse para receber essas graças com penitência e orações noturnas.

Assim o fiz. Os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael dirigiram-se para o trono da Rainha dos Céus.

São Miguel, saudando-A submisso, disse:

- “Maria Santíssima, Filha de Deus Pai”.
E São Gabriel acrescentou:
- “Maria Santíssima, Mãe de Deus Filho”.
E São Rafael concluiu:
- “Maria Santíssima, Esposa Puríssima do Espírito Santo”.
“Em seguida chamaram a milícia celeste e cantaram todos juntos: Maria Santíssima, Templo Sacrário da Santíssima Trindade”.
“Nisto apareceu S. Francisco de Assis, acompanhado pelos três Arcanjos e seguidos da milícia celeste. Aproximaram-se então da Imagem semiconcluída e, num instante, a refizeram.
“Entrementes, a Imagem estava totalmente iluminada como se estivesse no meio do sol. A Santíssima Trindade olhava comprazida e os anjos cantavam o “Salve Sancta Parens”.
“A Rainha dos Anjos, no meio de todas essas alegrias, aproximou-se da Imagem e nela penetrou, à maneira de raios do sol que incidem em formosos cristais. Naquele momento a Imagem ficou resplandescente, como se adquirisse vida e cantou com celeste harmonia o “Magnificat”! Isto aconteceu às três horas da manhã”.
“Essa obra não é minha”
No dia seguinte, como era esperado, Francisco, o escultor, chegou de viagem com as tintas. Quando viu a imagem assim concluída caiu de joelhos e exclamou:

“Madres, que vejo? Esta primorosa Imagem não é obra minha! Não sei o que sente o meu coração: mas é obra angélica, pois um trabalho desse gênero não se pode produzir na terra com mão de frágil barro. Oh não! Escultor algum, por hábil que seja, poderá jamais imitar sequer tanta perfeição e tão maravilhosa beleza”.

Levantando-se em seguida, pediu papel e tinta para lavrar um documento, jurando que aquela bendita Imagem não fora obra sua, mas de anjos, porque a encontrara acabada de outra maneira, que não aquela deixada no coro superior do Mosteiro da Imaculada Conceição, seis dias antes.


A primeira Aparição de Nossa Senhora ao Mundo

Nossa Senhora do Pilar.
 
Onde aconteceu: Na Espanha.

Quando: Durante o século I - (ano 40 da era cristã)

A quem: Ao apóstolo São Tiago.


A História.

         De acordo com uma antiqüíssima tradição, venerada e viva ao longo dos séculos, a Virgem Maria quando ainda morava neste mundo, isto é, antes de subir em corpo e alma aos céus, veio a Zaragoza para confortar e alentar ao Apóstolo São Tiago que no momento, encontrava-se às margens do rio Ebro, pregando o Evangelho.

         Este fato situa-se na noite do dia 2 de janeiro do ano 40 da era cristã.


         S. Tiago o Maior, Apóstolo da Espanha.


         Segundo a Anna Catharina Emmerich:
           
         Partindo de Jerusalém, Tiago o Maior dirigiu-se, pelas ilhas gregas e pela Sicília, à Espanha, onde desembarcou em Gades. Como ali não fosse bem recebido, mudou-se para outra cidade. Mas também não foi tratado melhor, prenderam-no e teria sido morto, se um Anjo não o tivesse livrado milagrosamente. Deixou na Espanha cerca de sete discípulos e, acompanhado de dois outros, voltou por Massília, no sul da França, a Roma.
         Mas voltou depois à Espanha, dirigindo-se de Guedes, por Toledo, a Zaragoza.

         “Ali, diz Catharina Emmerich, se converteu muita gente, ruas inteiras creram no Senhor, com exceção apenas dos que ainda aderiam ao paganismo. Vi Tiago correr também muitos perigos. Soltavam contra ele víboras, as quais tomava tranqüilamente nas mãos e não lhe faziam mal, mas viravam-se contra os idólatras que o cercavam, e estes, vendo o milagre, começavam a temê-lo.
         Vi também que em Granada, onde apenas começara a pregar, foi preso com todos os discípulos e cristãos. Tiago invocou no coração o socorro e a proteção da Santíssima Virgem, que nesse tempo ainda vivia em Jerusalém e Maria salvou-o, com todos os seus discípulos, por intermédio de Anjos. A Virgem Santíssima mandou-lhe por um Anjo a ordem de ir à Galícia, pregar ali a fé e depois voltar.

         Vi Tiago, após a volta, em grandes tribulações, por causa de uma iminente perseguição e provação da comunidade cristã de Zaragoza. Rezava numa noite à beira do rio, fora dos muros da cidade, junto com alguns discípulos, pedindo a Deus conselho, se devia ficar ou fugir. Lembrou-se também da Santíssima Virgem e suplicou-Lhe que o ajudasse a pedir luzes e auxílio do Filho, que certamente não lhe negaria.


            O Pilar de Luz.


         Então vi subitamente aparecer por cima do Apóstolo um esplendor no céu e Anjos que entoavam um magnífico canto e transportavam uma coluna resplandecente, que da base projetava um raio fino de luz sobre um lugar, alguns passos distante de Tiago, como para indicar esse ponto. A coluna tinha um brilho vermelho, era atravessada por muitas veias, muito alta e delgada, terminando em cima como um lírio, que se abre em línguas de luz, das quais uma raiava longe, em direção a Compostela, a oeste, as outras, porém, para as regiões próximas. (Formando assim um pilar)

         Nessa flor de luz, vi a figura da Santíssima Virgem em pé, como sempre ficava em vida na terra, durante a oração, toda branca e transparente, com um brilho mais belo e suave que o da seda branca. Estava de mãos postas, uma parte do longo véu cobria-lhe a cabeça, a outra parte, porém, envolvia-a até os pés, de modo que com os pés delicados e pequenos estava sobre as cinco pétalas da flor da luz. Era um quadro indizivelmente doce e belo.
         Vi que Tiago, orando de joelhos, levantou os olhos e recebeu interiormente de Maria a ordem de, sem demora, construir nesse lugar um templo, em que a intercessão de Maria se firmasse como uma coluna.

         Ao mesmo tempo lhe anunciou a Virgem Santíssima que, depois de acabar a construção da Igreja, devia ir a Jerusalém, Tiago levantou-se, chamou os discípulos, que já tinham visto a luz e correram para junto dele e comunicou-lhes a aparição milagrosa e todos seguiam com os olhos o esplendor que ia desaparecendo.

         Tendo executado em Zaragoza a ordem de Maria, Tiago constituiu uma comissão de doze discípulos, entre os quais também homens doutos, que deviam continuar a obra, que começara com tantas dificuldades e tribulações.
         Em seguida partiu da Espanha para Jerusalém, como lhe ordenara a Virgem.

         Nessa viagem visitou em Éfeso Maria, que lhe predisse a morte próxima, em Jerusalém, consolando e confortando-o. Tiago despediu-se de Maria e do irmão e continuou a viagem para Jerusalém, onde foi decapitado.

O corpo do Apóstolo São Tiago.

O corpo do Apóstolo esteve algum tempo num sepulcro perto de Jerusalém. Quando, porém, se levantou uma nova perseguição, levaram-no alguns discípulos, entre os quais José de Arimatéia e Saturnino, para a Espanha. Mas a perversa rainha Lupa, que já antes perseguira S. Tiago, não quis permitir que o sepultassem ali.

         “Os discípulos tinham posto o santo corpo sobre uma pedra, que sob ele formou então uma cavidade, como um sepulcro. Sucedeu também que outros cadáveres, sepultados ao lado, foram lançados fora da terra. Lupa acusou os discípulos perante o rei, que os mandou prender; mas escaparam milagrosamente e o rei que os perseguia com cavalaria, passou sobre uma ponte, que desabou, morrendo ele com todos os companheiros. Lupa assustou-se tanto com esse fato, que mandou dizer aos discípulos que prendessem e atrelassem touros bravos num carro; onde estes levassem o corpo, ali poderiam construir uma Igreja. Esperava que os touros bravos destruíssem tudo. Um dragão opôs-se na região deserta aos discípulos, mas morreu fulminado, quando fizeram o sinal da cruz; os touros bravos, porém, tornaram-se mansos, deixaram-se atrelar ao carro e levaram o santo corpo ao castelo de Lupa. Ali então foi sepultado e o castelo transformado em Igreja, pois lupa converteu-se, confessando a fé cristã, com todo o povo”.

         No sepulcro do santo Apóstolo aconteceram muitos milagres. Mais tarde lhe foram transferidos os ossos para Compostela, que se tornou um dos mais afamados lugares de peregrinação. S. Tiago pregou cerca de quatro anos na Espanha.


A construção do Templo.


Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma capelinha em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, Espanha.

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.


Basílica de Zaragoza as margens do rio Ebro - Espanha.

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha.
Sua ação é sobretudo espiritual.

A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-américa, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.

A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.
É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:

"Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza".



O Papa João Paulo II.


O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.
O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: "Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina" (Puebla, 290). "Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã".


Consagração a Nossa Senhora do Pilar


Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre
a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim
para o bem de todas as pessoas.

Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,
força para cooperar fielmente
na vossa missão de trazer
o reino de Jesus ao mundo.

Ofereço-vos, portanto,
Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios
deste dia, para que fiéis à nossa consagração,
sejamos igualmente disponíveis a colaborar convosco
na construção de um mundo novo,

 
ó Maria concebida sem pecado!
rogai por nós que recorremos a vós
e por todos quantos recorrem
a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.

Salve Rainha...

Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d'Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.

Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:

"Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João" (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe "a Paz de Cristo". Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.


São Tiago Maior, rogai por nós!


São Tiago Maior
25 de Julho